Pra mim foi mais simples. Lembro como se fosse hoje, embora outras coisas já tenham sumido. Mãe chegando em casa com um gibi na mão. Eu já tinha lido todos os cento e tantos livros que me deram, desde que descobriram que eu lia com 2 anos. Era Almanaque do Capitão América da Abril, a edição eu fico devendo. Era a história aonde os Vingadores pegaram a máquina do tempo do Doom e foram ver se o Bucky tinha mesmo morrido. História clássica, Lee & Kirby. Eu já assistia os desenhos paradões, já conhecia todo mundo, e ali mesmo rolou o BANG! Não demorou muito e todo mês, me davam essa e Heróis em Ação,aonde eu conheceria os personagens com quem cresceria, mas isso é outro papo, e mais nerdamente profundo. Claro, eu continuei com a Marvel, Superaventuras Marvel todo mês, mas não pelos X-Men, como alguém pensaria, e sim pelo Daredevil.Com Música é mais simples ainda. Eu fui criado ouvindo Beatles e Chico Buarque (Mom's share) e Maceo Parker, Bootsy Collins, James Brown, Earth Wind & Fire e Afrika Bambaata (Dos vinis de funk do meu pai). Nunca desviei muito disso, apesar de ir reto no metal quando fiz uns 9, cortesia dos meus tios que me mostraram coisas insanas como Venom e Hellhammer. Hoje, minhas 3 bandas favoritas são Jamiroquai,The Police e Motorhead. Como chegou aí? Não tenho a mínima idéia, mas também não abro mão. Se tem groove, se tem balanço, pode contar comigo lá. Fora os lances de musga pop oriental, vícios que eu recebo e redistribuo. Eu tenho 1 ou 2 preconceitos musicais, mas também é assunto pra outro dia.
Quanto a Videogame, é mais complicado. Eu não sou o mais velho de nós 4, mas meu primeiro videogame foi um Odyssey, que muitos nem conheceram. Aí,foi na escala: Nes, Mega Drive (os 2 que mais me deram alegria nérdica nesse quesito), Snes, GBA, Ps1 e agora um ps2. A nova geração já tá aí, mas eu ainda tenho MUITA coisa pra jogar. Nem quero pensar nisso agora,que o meu bolso não segura.
Dá pra concluir que o meu caminho foi realmente previsível, certo? E olha que eu não citei as outras coisas, como desenhos e seriados, os troços que me inspiram a escrever ficção e o que eu vejo hoje em dia. Na verdade, isso só me faz sentir mais velho. Não é ruim relembrar, todos deviam fazer isso. Afinal, faz parte do que se é, e vergonha seria ridículo.
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